Respiração bucal em crianças afeta a harmonia do rosto?


A respiração é uma função essencial para o funcionamento de um organismo vivo. Quando realizada de forma desequilibrada, ela pode afetar diversos sistemas e funções do corpo humano. A respiração ideal deve ocorrer pelas vias nasais, onde o ar é filtrado e ajustado à temperatura corporal antes de chegar aos pulmões, permitindo a troca gasosa necessária para o oxigênio chegar às células do corpo.
A respiração bucal pode ocorrer por diversas razões, como o aumento do volume da adenoide e das amígdalas, o que leva o indivíduo (seja bebê, criança ou adulto) a respirar pela boca.
Quando a respiração ocorre pela boca, podem surgir problemas como ressecamento dos lábios, da mucosa bucal e da gengiva, além de alterações na posição da língua, que tende a ficar apoiada na mandíbula. Essa mudança de postura pode resultar em problemas como mordidas abertas, mordidas cruzadas posteriores e estreitamento do arco dentário superior.
A respiração bucal também afeta diretamente a harmonia facial. “A respiração bucal interfere no crescimento ósseo e muscular do rosto, especialmente durante a infância, uma fase crucial para o desenvolvimento facial. Entre as principais consequências estão o rosto mais alongado, olheiras frequentes, queixo retraído, postura inadequada da cabeça e pescoço e maxila estreita (céu da boca alto). Em crianças, esses problemas podem impactar o desempenho escolar.
Mesmo que as alterações faciais já estejam presentes, é possível tratar e melhorar a harmonia do rosto, especialmente em fases como a infância e adolescência, quando a intervenção tem maior efetividade. O sucesso do tratamento vai depender da idade da criança, do grau das alterações e das causas envolvidas. Para isso, é fundamental uma abordagem multidisciplinar.
Quando a harmonia facial é afetada, os tratamentos podem incluir Pistas Diretas Planas (PDP), que consiste na aplicação de pequenos blocos de resina composta nos dentes a partir dos dois anos de idade para correção de má oclusão na dentição decídua, o uso de aparelhos ortopédicos funcionais e aparelhos ortodônticos combinados com intervenções de outros profissionais, como médicos e fonoaudiólogos.
Na odontologia, utilizam-se aparelhos ortodônticos e ortopédicos funcionais que auxiliam no correto crescimento dos ossos da face, além de procedimentos como a expansão do palato, quando há estreitamento do céu da boca. Paralelamente, a fonoaudiologia atua na reeducação muscular e na correção da postura da língua e dos lábios.




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