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O uso indiscriminado de medicamentos para insônia

Foto do escritor: Renato Marz
Renato Marz
17 de set.
1 min de leitura



Cinco estudos recentes que reforçam o quanto o sono e as nossas emoções estão interligados com a saúde de todo o corpo. 

As pesquisas abordam desde a relação entre a forma como dormimos e o funcionamento do nosso intestino, até um alerta importante sobre o uso indiscriminado de medicamentos para insônia no Brasil.


Pesquisa brasileira com 1.158 adultos identificou uso elevado de medicamentos para dormir entre pessoas com sintomas de insônia que buscavam atendimento especializado.

 

O estudo, realizado pela USP, revelou que 60% dos entrevistados relataram uso atual, sendo que quase 40% deles utilizam sem qualquer prescrição médica.

Os principais destaques:

  • O zolpidem e os benzodiazepínicos, como o clonazepam, foram os fármacos mais relatados na pesquisa.

  • Relaxantes musculares e anti-histamínicos são frequentemente usados por conta própria na tentativa de induzir o sono.

  • Aproximadamente 38% dos participantes da pesquisa fazem uso diário/contínuo desses medicamentos. 

O estudo reforça que, embora os medicamentos tenham um papel importante em situações específicas, o tratamento da insônia exige avaliação individualizada e não deve se resumir à indução do sono por medicamentos.

 

Os próprios autores destacam a necessidade de ampliar o acesso a intervenções comportamentais, incluindo a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I), recomendada como tratamento de primeira linha.



 
 
 

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